A vinagreira, caruru-azedo ou quiabo-roxo (Hibiscus sabdariffa) é um arbusto semi-lenhoso, bianual ou perene, ereto ou ramificado conforme a condução. Pode chegar aos 3 metros de altura e é cultivado comercialmente devido às suas propriedades medicinais, mas também tem seus usos ornamental, têxtil e culinário.

Cuxá é um prato da culinária maranhense, feito com a vinagreira, o camarão seco, a farinha de mandioca seca – base da alimentação do índio – e a pimenta-de-cheiro, ingredientes encontrados com fartura na região. Além do seu caráter regional, o preparo do cuxá utiliza o recurso do pilão, utensílio típico da conzinha brasileira, para socar o alimento.

fonte: Wikipedia

Nas últimas semanas,durante minhas incursões ao CEASA, vinha me deparando com a flor ao lado. Mais de uma vez deixei de comprar porque nem mesmo quem estava vendendo sabia me dizer do que se tratava. Finalmente fui informado que se tratava da flor da vinagreira, e resolvi fazer umas experiências.

Apesar de parecer um botão de flor, na verdade as tais pétalas roxas são pequenas folhas que escondem e protegem um pequeno fruto oval verde. Esse fruto traz em seu ventre tenras sementes brancas praticamente sem sabor, bem parecidas com as do quiabo.

Os testes com a parte verde do fruto não tiveram sucesso (cru, cozido ou grelhado), permanecendo sempre fibroso demais. As sementes são comestíveis, porém sem atrativos gustativos.

Além da beleza (o que faz dela uma ótima peça decorativa na montagem de um prato), dessa flor podem ser muito bem utilizadas as pétalas roxas, que têm textura bem crocante e sabor azedinho, ótimas para temperar uma salada.

No último fim-de-semana a utilizamos no Babel para aromatizar a cachaça que flambava o amuse-bouche. Colorido, perfumado e de sabor inusitado.

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