Existem cozinheiros e COZINHEIROS, um tietando o outro. Preciso dizer quem fazia o quê?!

Sexta-feira passada, logo após o jogo do Brasil contra Portugal, peguei a estrada para Pirenópolis (140 kms de Brasília). Assim que saí de casa, meu anfitrião Geovani Ribeiro (proprietário da Villa do Comendador) me ligou dizendo pra apertar o passo, pois O CARA estava a caminho da pousada. O CARA, claro, era Alex Atala, a maior atração da edição 2010 do Festival Gastronômico de Pirenópolis.

Alex foi com a família e toda sua entourage (a esposa, os gêmeos, os sogros, os ajudantes, a assessora, etc.) passar o dia na Villa, aproveitando para almoçar, ver os jogos da Copa e curtir a estrutura do estabelecimento.

Extremamente receptivo e atencioso como podem imaginar aqueles que já tiveram contato com o chef, a conversa percorreu temas variados embalados por drinks preparados pelo barman trazido a tira-colo por Juan Pratginestós, fotógrafo-cozinheiro-e-dono do restaurante Montserrat.

Em seguida houve uma debandada geral em direção ao Teatro Pirineus, onde o chef do D.O.M. proferiu um “colóquio gastronômico” a uma platéia lotada. Os temas e o desenrolar foram muito pertinentes e (surpreendentemente) interessantes, mas disso tratarei em outro post futuro.

Dividindo minha mise-en-place em 3 etapas (noite da 6ª feira, manhã do sábado e noite de sábado), a programaçãoficou folgada e permitiu algumas escapadas. No jantar da sexta fui ao Le Bistrô, da Márcia Pinchemel, onde me encontrei com amigos chegados diretamente de viagem de Brasília.

André, eu, Rodrigo e o ilustre visitante à nossa cozinha, André Barros (de Goiânia).

No almoço de  sábado fomos à famosa Rua do Lazer curtir umas blondies assistindo Uruguai x Coréia do Sul, e depois almoçamos num local muito apreciado pelos brasilienses – o Restaurante da Biba, um misto de antiquário e restaurante especializado em bacalhau. Experimentamos uma cerveja portuguesa – a Abadia Super Bock, surpreendentemente saborosa e com leve toque de mel. Recomendo!

Na reta final dos preparativos para o evento que me levou a Pirenópolis – o jantar de sábado, recebi uma inesperada-mas-muito-bem-vinda oferta de ajuda por parte de Rodrigo Almeida e André Corrêa, que intregram a equipe do Dudu Camargo.

Parte da brigada de salão, ansiosa e nervosa com o primeiro evento do tipo que abrigavam na Villa.

Cozinha espaçosa e produção dividida em 5 linhas de montagem.

Na noite gelada do sábado, o ambiente foi aquecido com muito vinho às mesas e jazz de excelente qualidade de um trio de músicos muuuito novinhos de Brasília.

Geovani havia estimado o público total para algo em torno de 50 pax; me preparei para atender 70; no final recebemos entre 80~90 comensais (dentre pagantes e bonificados). Acho que foi um sucesso!

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