Nas últimas vezes que estive no La Palma sempre me perguntavam: “você já conhece o alho-negro?”. A resposta era sempre negativa, e semana passada, no evento Brasília Gourmet 2010 o proprietário do mercadinho (que instalou por lá um posto avançado da lojinha) fez as honras: “William, este é o alho-negro; alho-negro, este é o William”.

Originário da Coréia e/ou Japão (não vamos entrar em brigas de paternidade), nada mais é que o alho comum selecionado que passa algumas semanas na estufa sob controle rígido de temperatura e a umidade. O bulbo fermenta e envelhece, perde o sabor ardido, e o processo segue até que se atinja a coloração e ponto ideal de maturação. No final, o ingrediente está macio, com perfume frutado lembrando nitidamente aceto balsâmico, e sabor adocicado à boca.

Esse alho já está sendo produzido no Brasil, porém com custo ainda elevado para o consumidor final. Em Brasília o alho-negro pode ser encontrado no La Palma a algo em torno de R$ 6~7 por bulbo.

Aliás, no Brasília Gourmet, enquanto Rogério Muniz palestrava sobre sais gourmet e temperos especiais, uma das receitas que preparei para degustação  do público foi um penne básico ao alho-negro. A receita sairá no próximo domingo em caderno especial do Correio Braziliense.

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