O lugar parece um pedacinho da Itália bem nos Jardins paulistanos.

A varanda parece uma típica vilazinha do país da bota, com janelinhas pintadas e muitas plantas, deixando o ambiente descontraído e acolhedor. Nos dias de frio, aquecedores a gás e mantas estrategicamente espalhadas pelas cadeiras.

O salão interno é um misto de cantina com delicatessen.

Alguns pontos parecem ter sido preparados para uma foto, inclusive com composição de peças ornamentais e emolduradas pela iluminação.

Welcome-snack: junto com o cardápio já vem à mesa um embrulhozinho com grissinis e azeite de qualidade.

De tanto Carlos Bertolazzi fazer o marketing do drink tive de pedir: Apperol Spritz, feita com apperol (um bitter produzido originalmente pela Barbieri, atualmente pela Campari), prosecco, soda e laranja.

O primeiro gole causa estranheza ao paladar brasileiro, pouco afeito a sabores amargos (ainda que levemente), mas depois desce redondo.

Pra começar, um mix de focaccias: sardela, cebola roxa e azeitona.

Na hora de escolher um prato, o chef recomendou: “Vai de gnocchi. É o campeão de vendas da casa.” Não me empolguei. Não sou fã de nhoque.

Daí veio a simpaticíssima garçonete, temerariamente se equilibrando com uma gigantesca barriga de 12 meses de gravidez: “O nhoque é ótimo, fresquinho, feito no dia. Vem com um molho de tomate fresco bem perfumado de manjericão. E no centro do prato vem uma tigelinha com fondue de queijo stracchino.” Marketing vencedor! Tá vendo, Bertolla?! É assim que se vende um prato!!!

Como estava em dúvida, tendendo também para uma recomendação da Paula Labaki, a moça fez a gentileza de mesclá-los.

Meu "combinado": filetto alla milanese com gnochhi Zena.

Pra encerrar bem, um expresso (Illy, claro!). Final: R$ 80 para uma rápida pausa no dia com direito a uma agradável visitinha a Gênova (em dialeto ligure, Zena).

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