Técnicas de cozimento – cada um tem a sua. Não custa repassar o que estou aprendendo por aqui.
À primeira menção do nome houve certa confusão, mas ao menos já sei que isso aconteceu com praticamente todos os não-franceses aqui no restaurante. Me falaram do tal Omar na cozinha, e eu já estava a dois dias na cozinha sem ter me deparado com o sujeito. Quem diabos é esse cara?!

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Meus caros, apresento-lhes o homard, com “H”. A lagosta entra nos menus carte blanche (carta branca) de clientes VIP, sendo mantida viva na câmara fria por até dois dias (ou seja, é utilizada no dia de sua chegada ou, no máximo, no dia seguinte).

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Amarramos a cauda para que ela não se enrole durante o cozimento, mas a cocção propriamente dita só acontece no mesmo expediente/turno em que ela vai ser servida.

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Não parece o monstrinho do filme “Alien – o 8o passageiro”? Aquele que vai instalar o parasita dentro do corpo do hospedeiro?!

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Caldeirão com muita água fervendo, coloca o Omar lá dentro, apaga o fogo e marca 7 minutos no timer.

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Depois disso ele vai direto para outra salmoura de água com muuuito gelo por outros 7 minutos. O resultado é um ponto de cocção perfeito, pronto para comer, carne firme e frescor mantido em sua integralidade, mas que ainda pode passar por uma rápida grelhada.

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O filé da cauda vocês conseguem imaginar, mas vejam só o que se consegue extrair das garras. Algo impossível de ser feito com mais tempo de cozimento. Façam o teste por aí e me dêem o retorno do resultado!

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