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Reconheço: sou um carioca que perdeu as raízes que ligavam à cidade natal. Cheguei a ficar uns 5 anos sem aparecer por lá, sem contar eventuais passagens para meros embarques/desembarques rumo a outras cidades do estado.

Curiosamente voltei a frequentar o Rio de Janeiro com certa assiduidade nos últimos 12 meses. Foram 5 visitas com passagens (a trabalho ou por pura glutonice) por vários restaurantes, mas nunca tinha ido ao Roberta Sudbrack.

Conheci a chef em San Sebastian/ESP, por conta do congresso Gastronomika, e agora (alçada ao posto nº 71 no ranking da San Pellegrino´s pros melhores restaurantes do mundo) a visita tornou-se até uma obrigação profissional.

Amuse-bouche de mandiopan com terrinha de casca de banana e brotos.

Guarde essa observação para quando você for lá: os pãezinhos do couvert são perfeitos. Vem à mesa também um típico salaminho artesanal gaúcho (terra de origem da chef), laminado fininho como presunto cru. Na foto, gougères (carolinas de queijo).

Consomé de casca de abóbora assada. Pergunta pra atiçar: onde foi parar o resto da abóbora?!

A partir deste ponto do menu passou a aparecer uma provavelmente proposital duplicidade de ingredientes (destacados a seguir em maiúsculas).

“Ostra vegetal” com salsinha (aquela parte gelatinosa do coração do TOMATE, removidas as sementes).

Baby-palmito com TOMATE e basílico.

Crocante de CARÁ (por baixo), aviú (uma espécie de mini-CAMARÃO encontrada no Pará) e finas lâminas de castanha crua. Muuuito bom!

CAMARÃO com brotos. Me fugiu a descrição do molho, mas pareceu algo paçocado.

PEIXE com creme de milho.

Meu favorito: ravióli de CARÁ com piracuí (uma palha crocante de PEIXE, originária do Pará).

O campeão da noite, segundo minhas companhias à mesa: queixada com farofa d’água.

Hábito europeu de servir queijo antes da sobremesa, servido à la brazuca: requeijão, doce de figo verde e brioche tostado.

Sorbet de figo de pacojet.

Pra fechar, veio o chamado “Divino, maravilhoso”: framboesas, creme de chocolate branco, crumble, telhas de mascavo.

Conferido, dão-se os merecidos parabéns à chef, com grande orgulho de termos mais um restaurante merecidamente integrando a lista dos 100 melhores do mundo.