A idéia era um menu despretensioso, seqüência de umas 5~6 etapas, sem grandes firulas.

Já que era dia de final da novela, boa parte dos convidados estava amontoada em frente à TV. Resolvemos servir lá mesmo a entrada fria: tartare de salmão (com shoyu, alcaparrinhas, poivre vert, mostarda e ciboulette).

Pedacinhos de pecado: queijo coalho grelhado, usados na montagem do amuse-bouche…

… com gomos de tomate levemente murchados no forno, folhinha de coentro, e flambado com grappa (de produção artesanal, familiar, de Gramado/RS).

Entrada quente: vieiras gratinadas com béchamel de endro e limão siciliano. (Assustador o tamanho dessas conchas, não?! Tinha TRÊS vieiras em cada porção dessas!!!)

Risoto de queijo de cabra (Cablanca) e nozes envelopado em berinjela. Servi com um molho teriyaki de gengibre à parte.

Escalopinhos de filé mignon cobertos com farofa de pistache e acompanhamento de batata anna.

Pra fechar, tarte tatin à la casserole: lâminas de maçã grelhadas, flambadas no conhaque, firmadas com massa de crepe, e servidas com um sorvete de chá verde que fiz.

Parei pra pensar, depois, e vi que foi um menu muito mais próximo da época de meu restaurante do que de meu atual estágio técnico. Agradou bastante os comensais, o que prova que, ainda que eu fosse muito menos capacitado então, a fórmula era boa.