000No primeiro dia deste mês de junho aconteceu a 1ª Festa Junina Gourmet, promovida pelo francês Guillaume Petitgas, do La Boulangerie. Assim que o francês me convidou discutimos previsões de público, e decidi servir apenas dois preparos – um salgado (sanduíche “buraco-quente”) e um doce (bolinho de maçã com canela).

001Fiz a sinalização (placa) de minha barraca com uma folha de isopor, revestimento em EVA marron, letras também em EVA (cuidadosamente cortadas à mão, na tesoura), um par de utensílios, e muita cola quente. Fiquei orgulhoso com o resultado!

002Dois dias antes da festa, a mise-en-place foi furiosa: preparar recheio para 500 buracos-quentes, quase 300 bolinhos de maçã, molhos diversos, etc. Ao todo, foram quase 60 kgs de insumos.

Da esq. pra dir. - Vinícius, Bernardo, Leonardo, e Henrique.

Da esq. pra dir. – Vinícius, Bernardo, Leonardo, e Henrique.

Na hora de montar a equipe convoquei Henrique Marques, que costuma me acompanhar em alguns eventos. Quando fui chamar outros para atender o público pensei: “Por que não chamar a sobrinhada? Que tal dar lhes a experiência de um primeiro trabalho?“. E assim fecharam a escalação meus três sobrinhos mais velhos, de 13, 14 e 15 anos. Na foto, a turma furiosamente furando os pães, abrindo espaço para o recheio do sanduíche.

005A festa contou com umas 16 barraquinhas e estava prevista para começar às 18 horas. Uma hora antes disso já havia pessoas circulando pelo espaço, aguardando o início. No horário marcado, as mesas já estavam todas tomadas, e uma imensa fila se formou. Acredito que o mesmo tenha se repetido nas outras barracas, mas (sinceramente) não consegui levantar a cabeça para observar os vizinhos.

O buraco-quente é um  pão francês recheado com picadinho de carne. Me organizei para montar 500 unidades do sanduíche, encomendando os pãezinhos de 50 gr da própria Boulangerie.

Confesso que, no meio do estouro da boiada, não tivemos tempo sequer de tirar fotos! Essa, ao lado, é meramente ilustrativa, com os pães maiores e mais aerados que os do Guillaume. Suas boules, com casca mais firme, conferiam maior segurança ao recebimento do recheio quente e úmido.

Aliás, esse recheio era finalizado na própria barraca, numa wok, misturando o picadinho (carne moída, bacon, calabreza, cenoura e cebola), molho (missô, molho de tomate, creme de leite, e muito alho), e mussarela.

003Ao invés de disponibilizar os tradicionais catchup, mostarda e maionese, preparei algumas opções molhos que, para minha surpresa, fizeram um sucesso estupendo:

• agri-doce de cebola roxa (foto acima)

• molho de ostra

• molho thai (leite de côco, molho de tomate, shoyu, batata, e curry vermelho)

• “terra” de azeitona

• flor-de-sal

• sal de vinho do Porto

007Interrompemos as vendas pouco mais de 3 horas depois do início da festa, quando os pãezinhos acabaram. Foram aproximadamente 400 buracos-quentes (recebemos um pouco menos de pães que o programado) e metade dos bolinhos de maçã com canela, cobertos e maçaricados com merengue de limão siciliano.

006Em certo momento, uma moça se identificou como sendo irlandesa, e perguntou do que era composto o molho thai. Passei-lhe a lista de ingredientes e recomendei: “Você tem que experimentar. Eu, pessoalmente, gosto muito!“.

Não precisa, eu sei. Já provei. Eu comi TRÊS sanduíches!” – respondeu a moça, segurando dois bolinhos de maçã em suas mãos. Quer elogio melhor do que esse?!